TRABALHANDO QUÍMICA TEÓRICA COMPUTACIONAL COM ALUNOS SUPERDOTADOS ATRAVÉS DE OFICINA INTERATIVA – 2022
Autoras: Isabelle Ferraz Rodrigues e Silva, Sonia Regina Alves Nogueira de Sá, Fernanda Serpa Cardoso, Matheus Ruas Miranda Signorelli
Apesar do atendimento educacional especializado direcionado ao público com Altas Habilidades ou Superdotação (AH/SD) estar resguardado pela legislação brasileira, ainda não é oferecido de forma abrangente pelos diversos setores autorizados a fazê-lo, especialmente as universidades; e, na área da Química, a oferta de atividades suplementares para esse público é praticamente inexistente. Neste trabalho apresentamos uma atividade suplementar, construída através da metodologia de Oficinas Interativas de Nogueira e colaboradores, que se apoia no modelo de enriquecimento escolar de Renzulli e na problematização Freiriana para promover desenvolvimento de competências sociais. A equipe contou com a participação de um doutorando em química sem formação prévia na área das AH/SD. A Oficina Interativa produzida foi estruturada em oito etapas, sendo iniciada com um pedido de ajuda para um problema de saúde comunitária, cuja solução demanda a superação de cinco desafios, construídos de forma semelhante à de jogos populares entre os alunos e que são resolvidos usando os recursos da química teórica computacional, através do software de uso livre Avogadro. A oficina foi avaliada por metodologia qualitativa por uma equipe de seis observadores, três não participantes e três participantes. O percurso criativo despertou o doutorando para a existência dos estudantes com AH/SD e para a importância de uma equipe interdisciplinar no desenvolvimento de atividades suplementares para esse público. Os resultados também mostraram que o andamento pedagógico, os materiais de apoio, construídos com materiais de baixo custo, e os recursos utilizados, despertaram a curiosidade e contribuíram para o alto comprometimento dos participantes na busca pela solução do problema social, promovendo o trabalho colaborativo e o desenvolvimento de capital humano, configurando-se em uma proposta adequada ao atendimento suplementar de alunos com AH/SD.
SUPERANDO AS FRONTEIRAS VIRTUAIS: A INTERAÇÃO HUMANA COMOFERRAMENTA DE ALCANCE E ATENDIMENTO A ALUNOS COMCOMPORTAMENTO SUPERDOTADO DURANTE O ISOLAMENTO SOCIAL – 2022
Autoras: Ailana de Sousa Bezerra, Sonia Regina Alves Nogueira, Alice Akemi Yamasaki, Fernanda Serpa Cardoso
As transformações do mundo causadas pela pandemia da Covid-19 trouxeram impactos significativos às relações humanas. O isolamento social acarretou a necessidade de recursos tecnológicos para a realização de diversas atividades, em especial, dos processos pedagógicos, prejudicando ainda mais a compreensão humana, o desenvolvimento das inteligências e o diálogo entre educadores e educandos. Este trabalho apresenta o caminho percorrido por um grupo de pesquisa, o qual, no período de isolamento social, como forma de resistência e preocupados com a comunicação intra e interpessoal de alunos com comportamento superdotado, atendidos anualmente no Curso de Férias organizado pelo grupo, adaptou e realizou o evento, fomentando a intersubjetividade e o diálogo, também no formato online.
Disponível em: https://periodicos.uff.br/revistaleph/article/view/54800/33411
LITERATURA DE CORDEL E DIGNIDADE HUMANA: UMA INOVAÇÃO EDUCATIVA NO ATENDIMENTO A ALUNOS COM COMPORTAMENTO SUPERDOTADO – 2021
Autoras: Sonia Regina Alves Nogueira de Sá, Ursulla Herdy Gomes, Fernanda Serpa Cardoso, Alice Akemi Yamasaki
Neste trabalho, discorremos sobre a Oficina Interativa “Vida e Dignidade Humana rimadas em Cordel”, realizada com alunos superdotados da Educação Básica, oferecida como atividade suplementar e de inclusão escolar, em ambiente universitário federal. Criada e aplicada através de metodologia inovadora, a oficina visou promover a dignidade humana, contextualizando suas reflexões nos tempos de exceção e na veiculação da cultura de ódio, em especial com as práticas identificadas de bullying pelos alunos e nos preconceitos tecidos acerca da cultura nordestina. A participação dos alunos em práticas colaborativas de leitura e escrita criativa, corroborou a vocação para a reflexão e criação literária insurgentes, evidenciando a contribuição da atividade para a ampliação dos capitais sociais.
Disponível em: https://periodicos.uff.br/revistaleph/article/view/49467
Freire, Renzulli e as Oficinas Interativas para alunos superdotados – 2020
Autoras: Sonia Regina Alves Nogueira de Sá, Fernanda Serpa Cardoso, Alice Akemi Yamazaki e Ana Luiza Bastos
Projeto: DIECI Itinerante – Ciência, Dignidade Humana e Comportamento Superdotado
Oficina Interativa (OI) é uma metodologia ativa de aprendizagem construída a partir do diálogo com as concepções trazidas pela Teoria de Superdotação de Renzulli e a Educação Problematizadora de Freire. O processo de criação da OI, enquanto estratégia de formação de professores para inclusão e oferta de atividades suplementares para alunos superdotados, evidencia que os autores defendem as atividades contextualizadas com o educando, o professor como orientador do aprendizado e proponente de práticas educativas dialógicas e reflexivas que contribuam para o desenvolvimento de capital social e econômico. Em 18 OI’s executadas, a interação e o trabalho colaborativo são a tônica para a apropriação de saberes e reconhecimento de valores humanos.
Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/edufoco/article/view/32923
Reflexões sobre Ensino de Ciências com jovens atingidos por barragens na educação do campo no Rio de Janeiro – 2020
Autoras: Sonia Regina Alves Nogueira de Sá, Alice Akemi Yamazaki, Ana Carolina Nascimento Rangel e Giovanna Victoria de Carvalho da Silveira.
Projeto: Construção de estratégias interdisciplinares em diálogo com o Curriculo Mínimo da SEEDUC – RJ das disciplinas da área das Ciências da Natureza.
Neste trabalho, relatamos uma pesquisa qualitativa, executada por pesquisadores e licenciandos da Universidade Federal Fluminense e realizada com o estudo sobre a oferta de Oficinas Interativas com jovens atingidos por barragens, na Ciranda Infantil do Movimento dos Atingidos por Barragens, durante o 8º Encontro Nacional, ocorrido na cidade do Rio de Janeiro em 2017. As reflexões derivam especialmente da análise e compreensão sobre a Educação do Campo e das particularidades e anseios das lutas sociais encampadas pelo MAB, em diálogo com as oficinas e seus andamentos pedagógicos. Pode-se concluir que o ensino de Ciências da Natureza pode contribuir com a Educação do Campo, fortalecendo as lutas sociais com a oferta de atividades dentro de Cirandas Infantis. O diálogo entre a Educação do Campo e as universidades também se mostrou fundamental e enriquecedor, permitindo ampliar o olhar sobre a própria formação de professores e aprofundar a compreensão sobre a educação problematizadora.
Disponível em: https://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/issue/view/77
The physics and the chemistry of Michael Faraday to form for citizenship – 2019
Autoras: Sonia Regina Alves Nogueira de Sá, Fernanda Serpa Cardoso, Fernando Luiz de Campos Carvalho, Matheus de Oliveira Marinelli e Priscila Rodrigues Senra.
Projetos: Construção de estratégias interdisciplinares em diálogo com o Curriculo Mínimo da SEEDUC – RJ das disciplinas da área das Ciências da Natureza e Experimentação Investigativa Interdisciplinar no Ensino de Ciências
In this paper we present a teaching-learning strategy based on the life of Faraday to provide knowledge of physics (electromagnetic induction) and chemistry (chemical bonds) and a wakening to citizenship. The strategy combined a film screening with experimentation and was applied with 4 classes of the first-grade secondary school in 2014 and 2016. In all classes the discussions about the movie and the student’s reports showed that they appropriated the specifics concepts, they got enchanted by Faraday’s life and became aware of their own capacity to build
their future.
Disponível em: https://iopscience.iop.org/article/10.1088/1742-6596/1287/1/012064/pdf
Jogo? Aula? “Jogo-Aula”: Uma estratégia para apropiação de conhecimentos a partir da pesquisa em grupo – 2018
Autoras: Sonia Regina Alves Nogueira de Sá, Fernanda Serpa Cardoso, Ellen Serri da Motta e Alice Akemi Yamazaki.
Projetos: Construção de estratégias interdisciplinares em diálogo com o Curriculo Mínimo da SEEDUC – RJ das disciplinas da área das Ciências da Natureza.
O ensino de Biologia ainda enfrenta dificuldade na apreensão de conteúdos presentes em diversos currículos escolares, em especial na proposição de práticas que promovam aprendizagens significativas e contextualizadas de conceitos. O trabalho apresentará uma proposta de ação-reflexão, a partir da organização de um jogo-aula de Biologia Celular, desenvolvido por uma equipe interdisciplinar. O jogo-aula foi aplicado em cinco turmas de 1ª série do Ensino Médio para contribuir com a compreensão dos modelos celulares, promovendo o trabalho em grupo, exercitando a pesquisa em materiais impressos, como também a capacidade de organizar e expressar ideias. Os resultados pedagógicos mostraram que o jogo tornou-se catalisador do processo de ensino-aprendizagem, favorecendo a apropriação de conhecimentos pelos educandos, o desenvolvimento socioemocional e o espírito de equipe em colaboração.
Disponível em: http://sbenbio.journals.com.br/index.php/sbenbio/article/view/93
Reflexões sobre aprender/ensinar Química: Interdisciplinaridade, biotecnologia, audiovisual, cidadania e Direitos Humanos em sala de aula – 2018
Autoras: Sonia Regina Alves Nogueira de Sá, Alice Akemi Yamazaki, Isabelle Ferraz Rodrigues e Silva, Larissa de Freitas Marques Queiroz e Jean Michel Peixoto Vasconcellos.
Projetos: Construção de estratégias interdisciplinares em diálogo com o Curriculo Mínimo da SEEDUC – RJ das disciplinas da área das Ciências da Natureza.
Buscando superar alguns dos desafios atuais na formação de professores, apresentamos um percurso formativo com licenciandos em Química, participantes de um projeto interdisciplinar nas Ciências da Natureza em uma Universidade Federal, para apoiar e promover o despertar de competências socioambientais a partir do ensino dessa disciplina/área. Fundamentamos nossas reflexões, práticas de ensino e de educação em Direitos Humanos em Arendt, Candau, Cortina, Fazenda, Kleiman, Lüdke e André, Lenoir, Morin e Santos; e, embasamos o contexto educacional e de ensino em documentos oficiais e norteadores das políticas educacionais, como o Relatório Delors (UNESCO), a LDBEN, os PCNEM e o Currículo da SEEDUC-RJ. Através da construção de planejamento bimestral integrado, passando pela experiência de concepção e aplicação de estratégia pedagógica, incluindo a construção de material audiovisual sobre a Baía de Guanabara, os licenciandos perceberam a importância da leitura dinâmica e viva e do planejamento no trabalho do professor, aprofundaram seus conhecimentos sobre cadeias e funções orgânicas, apropriaram-se de conhecimentos sobre a Baía de Guanabara e nanobiotecnlogia, entre outros, refletindo sobre como o desenvolvimento científico interfere no modo de vida atual. Da forma como foi planejada e aplicada com os alunos da Educação Básica a estratégia pedagógica desenvolvida os sensibilizou, gerou incômodo e possibilitou reflexões sobre os problemas socioambientais, incentivando-os a aprender os conteúdos de Química, além de auxiliá-los a fazer conexões com os assuntos trabalhados nas demais aulas das três disciplinas da área. Enfatizamos que esta prática só foi possível graças ao desprendimento do paradigma clássico e à intersubjetividade.
Disponível em: http://publicacoes.unigranrio.edu.br/index.php/recm/article/view/4706/2762
A complexidade e a interdisciplinaridade: breves reflexões nos contextos histórico e atual do ensino – 2017
Autoras: Fernanda Serpa Cardoso, Ellen Serri da Motta, Helena Carla Castro e Sonia Regina Alves Nogueira de Sá.
Projetos: Construção de estratégias interdisciplinares em diálogo com o Curriculo Mínimo da SEEDUC – RJ das disciplinas da área das Ciências da Natureza.
A formação de pessoas preocupadas com a disparidade socioeconômica e com o respeito à diversidade é de extrema importância em um mundo onde a diversidade cultural e econômica se ampliam cada vez mais. Nesse cenário, os problemas não são mais solucionados se não compreendidos em sua complexidade e interrelações. Considerando, ainda, o contexto envolvendo interdisciplinaridade, complexidade e ensino, este trabalho pretende fazer uma discussão sobre estes temas, a luz de referenciais teóricos, a partir de reflexões realizadas em coletivo com alunos de licenciaturas, professores da Educação Básica e Universitários, que participam de um projeto interdisciplinar nas Ciências da Natureza. É notório que apesar do ensino interdisciplinar, com base na ótica da complexidade, estar presente em documentos oficiais da educação brasileira desde 1996, a sua efetividade tem sido comprometida tanto pela formação fragmentada vigente na maioria dos cursos de formação de professores, dificultando o pleno entendimento do assunto, como pelo exagerado foco que ainda hoje é colocado na discussão da polissemia do termo interdisciplinaridade. As leituras, reflexões e atividades realizas com esse coletivo de pessoas apontaram que a criação de um espaço de discussão em que é favorecida a visão interdisciplinar e complexa dos conceitos das Ciências da Natureza, assim como a sua conexão com a ciência cultural, é um ponto de partida importante no desenvolvimento da atitude interdisciplinar nos futuros professores.
Disponível em: http://revistas.unifoa.edu.br/index.php/praxis/article/view/733