Alunos com comportamentos superdotados: tornando visíveis os invisíveis (2019 – 2019)

As altas habilidades/superdotação estão incluídas no contexto da educação especial e, de acordo com a legislação brasileira vigente, o sistema educacional deve oferecer currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender as necessidades desses educandos. Entretanto, a superdotação, ainda, é vista como um fenômeno raro, sendo pouco visibilizada pelos relatos e estudos de práticas com esse público. Estudantes com comportamentos superdotados nem sempre são identificados no âmbito escolar e, por esse motivo, são frequentemente negligenciados no atendimento às suas peculiaridades e interesses de aprendizagem. Educadores justificam a falta da abordagem do tema superdotação nas escolas com sua formação acadêmica inicial precária e superficial no tema, fatores esses que se somam aos diversos mitos sociais atribuídos aos estudantes que apresentam tais comportamentos. Nesse contexto e observando a inexistência de programas de formação inicial e continuada de professores sobre o tema na região sul fluminense, o grupo de pesquisa DIECI UFF – Desenvolvimento e Inovação em Ensino de Ciências –implementou atividades direcionadas a estudantes do ensino fundamental e médio da região sul fluminense identificados com altas habilidades/superdotação, professores, licenciandos, educadores e demais interessados no tema. Tais atividades incluíram palestras, minicursos e oficinas que visam contribuir com a identificação desses alunos, assim como estimular a oferta de atividades que possam enriquecer a prática escolar de modo a tornar a escola um ambiente interessante e enriquecedor e efetivamente inclusivo para esses alunos.

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